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Museu Cap Pitaluga

Publicado: Sexta, 13 de Novembro de 2015, 12h31 | Acessos: 3398
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O Museu Cap Pitaluga Foi criado para que nele fosse preservada toda uma história que não pode e não deve ser esquecida, pois todo o acervo nele existente são lembranças e fatos de uma época que marca a presença e participação efetiva do Brasil na Campanha da Itália e da cavalaria brasileira representado pelo 1º Esqd Rec.

Acervo

Inaugurado em 13 de novembro de 2002, o museu possui fotos com a participação da Força Expedicionária Brasileira (FEB), e em particular do 1º Esquadrão de Reconhecimento na 2º Guerra Mundial, peças de fardamentos, medalhas, material aprisionado e documentos históricos e armamento. Além de contar com uma biblioteca que possui livros referentes à guerra e outros assuntos.

Localização: 1º Esqd C L – Esqd Ten Amaro Rua Com Antonio Jannuzzi – nº 415 Bairro Belo Horizonte – Valença – RJ

Funcionamento:
Segunda a Quinta: 08:00h às 1130h e das 13:30h às 16:30h
Sexta: 08:00h às 11:00h
Sábados, Domingos e Feriados: não há (somente em caráter excepcional).

Contato pelo Telefone (24) 2453-7361 – Ramal 22 com Ten Calixto

General Plínio Pitaluga

Era o Ten Cav Plínio Pitaluga, que em 1944 partiu para os campos de batalha da Itália, para ser sub-comandante do 1º Esqd Rec, e em seguida promovido ao posto de Capitão, assumiu o comando deste Esquadrão, que como seu nome indica é uma Unidade de Reconhecimento, que não permite que o inimigo surpreenda a tropa que o combate, nesse caso a Força Expedicionária Brasileira.

Nascido em Cuiabá em 13 de janeiro de 1910, seu pai Octávio Pitaluga, major de Infantaria sertanista da comissão Rondon, e sua mãe Maria Nina Moreira Pitaluga, acostumado às andanças do Marechal Cândido Rondon, e à vida militar, o educaram de acordo com o seu pendor militar para ser realmente um militar, o que aconteceu. Pois em 1932 entrou para Escola Militar de Realengo, concluindo o curso em 1935, quando foi declarado Aspirante a Oficial da Arma de Cavalaria, em 15 de março de 1935, promovido a 2º Ten a 26 de dezembro de 1935 e a 1º Ten em 24 de maio de 1937 e a Cap em 25 de dezembro de 1944, quando assumiu o comando do 1º Esqd Rec em 10 de janeiro de 1945, e teve sob seu comando inúmeras vitórias importantes na Itália.

O General Plínio Pitaluga possuía os seguintes Cursos:

  • Curso de formação de Oficial da arma de cavalaria da Escola Militar de Realengo;
  • Aperfeiçoamento de Oficiais;
  • Comando e Estado-Maior das Forças Armadas.

Desempenhou as seguintes funções (mais expressivas)

  • Comandante do 1º Esquadrão de Reconhecimento durante a 2ª Guerra Mundial;
  • Instrutor da Escola de Comando e Estado-Maior;
  • Diretor de Aperfeiçoamento e Especialização;
  • Comandante do Regimento de Reconhecimento Mecanizado, hoje 15º Regimento de Cavalaria Mecanizado;
  • Comandante da 4ª Divisão de Cavalaria, hoje 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada;
  • No Exterior, serviu como Adido Militar na Argentina, no biênio 1967-1969.

Portador de cerca de 30 (trinta) medalhas, podendo se destacar: recebeu do governo Americano a Medalha de Bravura Bronze Star e do Governo Brasileiro, além de muitas outras, a Cruz de Combate de 1ª Classe, somente agraciado, assim como a de 2ª Classe, aos militares dotados de virtude: “BRAVURA”.

Nacionais:

  • Ordem do Mérito Militar – Grande Oficial;
  • Medalha de Campanha;
  • Ordem do Rio Branco;
  • Medalha Militar de Ouro;
  • Medalha de Guerra;
  • Medalha do Pacificador;
  • Medalha do Mérito Santos Dumont;
  • Medalha Mérito Tamandaré;
  • Medalha Humanitária – 1ª Classe.

Estrangeiras:

  • Da França – Cruz de Guerra com Palma;
  • Da Itália – Medalha Cruz ao valor Militar e Ordem do Mérito da Itália;
  • Da Argentina – Ordem de Maio ao Mérito.

Foi promovido a General em 1968, quando era adido militar na Argentina, como General comandou durante os anos de 1969 a 1972, a 4ª Divisão de Cavalaria, responsável pela segurança do sul do Mato Grosso.

Foi presidente do Conselho Nacional da Associação dos Ex-combatentes do Brasil, reeleito durante 30 anos, e muito lutou pela assistência e amparo aos ex-combatentes do Exército, Marinha de Guerra e Mercante e da Força Aérea Brasileira, que participaram do esforço de guerra, no Brasil e na Itália.

Casado com a senhora Maria Therezinha Vaz Pitaluga, teve 04 filhos:

  • Marcos Vaz Pitaluga (falecido);
  • Fábio Vaz Pitaluga – 1º Secretário do Itamarati;
  • Octávio Vaz Pitaluga – Administrador de empresas;
  • Patrícia Vaz Pitaluga – Antropóloga.

Na XXIX Convenção Nacional das Associações dos Ex-combatentes do Brasil, realizada na cidade de Valença/RJ, os delegados por unanimidade, acrescentaram e aprovaram no art. 99 do Estatuto a criação de Presidente de Honra do Conselho, em homenagem ao Gen Pitaluga.

O General Pitaluga faleceu no Hospital Central do Exército as 09:00 h do dia 17 de dezembro de 2002 e teve as honras militares devidas.

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